Conhecida militante da região de Curitiba, a travesti Andrielly Vogue recorreu na última terça-feira, 2, ao Ministério Público para garantir que o atentado que sofreu em fevereiro não vai deixar de ser investigado. Ela levou seu caso também para o conhecimento do Comando da Polícia Militar do Paraná, para a Secretaria de Segurança e para o governador do Estado, Roberto Requião (PMDB).
“Antes dos tiros, um hacker entrou no meu perfil do Orkut e escreveu ‘viado filho da puta’ e apagou todas as minhas fotos, eu sumi virtualmente. Fui dar queixa na Delegacia de Cybercrimes e pouco depois já sofri o atentado”, conta Andrielly. Segundo ela, os tiros disparados tinham como objetivo matá-la – o motivo seria sua pré-candidatura à deputada estadual pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
Em seu Termo de Declarações ao Ministério Público, a ativista alega que não foi atendida de forma correta no 8º Distrito Policial. Segundo ela, o policial que a atendeu não quis registrar exatamente o que ela estava relatando, causando erros de informação no Boletim de Ocorrência. O Ministério Público acatou a denúncia e enviou no mesmo dia um ofício ao Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba para quer sejam realizados em Andrielly os exames de rotina nesses casos.



