Quando e como surgiu o DJ Mavet?
O dj Mavet surgiu com o “Projeto Vaca”, (aquele absurdinho, amiga bovina!). No começo do projeto eu, bruno, não discotecava, e sim outros amigos, como o Marcito e o Jack Gotz. Há dois anos – em fevereiro o projeto completa 3 anos – que eu efetivamente comecei a discotecar. E com bem mais freqüência agora, com o “Burning Project” (projeto mensal no D’Vinyl, promovido junto com o Jota) e também como dj residente.
Você se espelha em algum DJ?
Não me espelho em nenhum dj pois não chego nem aos pés de muito dj profissional. Mas ainda não queimei nenhuma caixa de som! Mas realmente, depois do Skol Beats, fazer um live como o do Justice ou os caras do 2manydjs seria incrível, Mas… sonho.
Quais são seus DJs favoritos?
Não curto o modelo “pão-com-ovo” de Djs, tipo Armin van Buuren ou Psyzera em geral. Mas adoro o Soulwax/2manydjs, Justice, Digitalism, o caras do recente Maximal, como Boys Noize, MSTRKRFT, Bloody Beetroots e o Toxic Avenger. Gosto dessa nova leva que dá pra nomear de Maximal e “BlogHouse”.
De que forma você pesquisa músicas novas?
O Hype Machine ainda é imbativel para atualização diária do que rola na blogosfera. Gosto dos programas da BBC “Radio 1″ (anne’s mashup!, o pete tong, e o “essencial mix” do “in new djs we trust”). Sites de gravadoras como o blog da Modular Records e IHeartComix, além do brasileiro rraurl.com, também são ótimas fontes para a atualização do setlist.
O que não tocaria de forma alguma?
Hoje acho que não me recusaria a tocar nada. Sertanejo é a unica coisa que não combina com discotecagem. Agora, de AC/DC a Gaiola das Popozudas, acho tudo válido! Mas prefiro ficar entre o indie rock e o electro mesmo.
Qual a melhor balada que você já tocou?
Como promoter do D’Vinyl, toquei poucas vezes fora do bar, experiencias que não curti muito. Mas no bar, gostei tanto do setlist como da animação do pessoal na “Louis Vuiton is burning”, edição de Setembro do BP.
Quando você está em casa que tipo de som escuta?
Curto coisas mais tranquilas. Lykke Li – sueca com voz incrível e ótimos clipes -, PNAU e Ladyhawke andam na playlist o tempo todo.
Quais os DJs que você já dividiu o set?
Divido sets com amigos, não com djs. O amadorismo dá uma diferenciada na cara das festas sempre. Tati Vieira, Marcito, Dj Li são alguns dos amigos que já toquei. o Jota, criador do “Burning Project” comigo, é meu parceiro de discotecagem constantemente. Aprendemos a tocar juntos, e como dupla trabalhamos bem, cada um com a sua linha, mas com um set sempre conciso.
Quais os hits de pistas que quando tocam a temperatura aumenta no D’Vinyl?
Quanto eu comecei a tocar com mais frequencia, nós (eu e o Jota) tínhamos uma piada de que, se a festa estivesse parada, “Please Don’t Stop The Music” era certo pra fazer as “guei” saculejarem. Hoje com certeza “In My Arms”, da Kylie, é a musica que mais anima a galera. E por incrível que pareça, “Never Be Alone” – que já foi dita por aí que é “uerro” de qualquer discotecagem decente – do extinto Simian e com cara nova pelo Justice, também dá uma boa animada.
Qual foi seu pior pesadelo quando estava tocando?
O maior pesadelo é sempre aquele sem-noção que vem te pedir pra tocar alguma musica que já tocou. Ou que é tão delicado que esbarra no play.
O que de mais engraçado, estranho ou picante você já viu enquanto tocava?
Nunca vi nada picante, mas em geral o povo caindo do balcão é algo que eu me divirto sozinho vendo.
O que podemos esperar do DJ Mavet? Quais os projetos, quais os planos?
Meu plano principal ainda é me formar em arquitetura, vida de promoter e Dj ainda vêm em segundo lugar.



