Peço, por favor, que tenham paciência para ler até o final… Tenho dificuldades em ser objetiva, e se, pra você, valer a pena ter lido tudo, ficarei feliz!
Depois de assistir os dois últimos blocos de “Dois Perdidos Numa Noite Suja” (madrugation global), a personagem protagonista, “Paco” me despertou interesse e reflexão (na verdade “Rita” – nome de registro). Não ficou explícito, mas dá para perceber que a personagem sofreu abuso sexual, provavelmente do pai ou do irmão. Interpretada por Débora Fallabela (aliás, brilhante interpretação), a personagem se esconde em roupas masculinas. Em terra gringa e com sonhos fracassados de ser uma cantora de hip hop, torna-se prostituta e as bichas ricas adoram seu boquete (quem sabe devido à sua aparência masculina). Tonho, o único que suporta permanecer ao lado da escrota pessoa que ela se tornou – arrogante, violenta, neurótica, prepotente, megalomaníaca, louca e bandida – sofre esculachos diários por parte de Paco (personalidade megalomaníaca e eufórica). Mas quando Paco fica sozinho, ou tem medo de perder a companhia de Tonho, Rita se desespera e chora (personalidade natural, a primeira). Mal Rita “entra em cena”, Paco já volta a dominar… (aos que não assistiram: mil desculpas por contar… mas olha que legal eu juro que não contei TUDO).
Primeiramente o que eu quero comentar é que há sim um “estigma” de lésbicas que se tornaram homossexuais por terem sofrido abuso. Sei que isso irrita quando é levado a um extremo grau de generalização, onde todo homossexual foi abusado sexualmente, ou é por ser vagabundo (a) mesmo! Ou ainda: os dois! (a segunda sentença justificando a primeira – e aí o “juiz” pode sentir dó). Mas isso advém de gente ignorante: generalizar esta questão. Também advém de alguns “freudianos” que pensam que TUDO de ruim na pessoa SÓ vem devido a traumas sexuais oriundos da infância.
Realmente, QUANDO isso acontece (abuso), a vítima PODE desenvolver fobia ao sexo (gênero) que a abusou. (Me desculpem, vocês homens, pela próxima oração, mas…) Homens cometem mais abusos sexuais do que as mulheres! Não é generalização, não é falofobia, é a realidade! Se alguém tiver algum dado de pesquisa científica que me prove o contrário, por favor, me apresente! Penso que educação, ambiente, situação econômica e hereditariedade influenciam sim na formação do indivíduo. Porém, tratando da questão abuso sexual, o gênero, ou seja, a fisiologia do corpo, TAMBÉM exerce função influenciadora.
Enfim, o ponto que desejo alcançar é: se você tem filhos e se é necessário deixá-lo frequentemente sozinho com alguém (seja adulto ou da mesma média de idade que ele) saiba, por favor, perceber quando há um desconforto, uma resposta negativa da criança. Não se afaste do seu filho! Se caso perceber que há um desconforto ao deixar a criança sozinha com esta pessoa, aborde seu filho! Mas acima de tudo, se mostre alguém em quem ele pode confiar para contar qualquer coisa. Se você sofre ou sofreu abuso e nunca contou a ninguém, CONTE! De preferência primeiramente à seu (a) psicólogo (a), se você tiver. Acredite…lhe fará muito bem!
Espero ter ajudado algum leitor com estas palavras, estou aberta a críticas e espero não ter sido mal interpretada. Se você precisar, estou à disposição! (Não como prostituta, ok? Hahaha).
E você que quer comer seu parceiro todos os dias, casa com um muffin! (via @rafinhabastos #twitter).



