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	<title>MARINGAY &#187; Wilame Prado</title>
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	<description>Alguns maringaenses são gays, supere!</description>
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		<title>Pastel de queijo para todos</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 12:47:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wilame Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>

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Lendo uma matéria sobre Sharon Kleinbaum, rabina da Congregação Beth Simchat Torah, a mais famosa sinagoga de gays, lésbicas e simpatizantes (GLS) nos Estados Unidos, quedei-me a imaginar sobre nosso mundo segmentado e preconceituoso.
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<p>Lendo uma matéria sobre Sharon Kleinbaum, rabina da Congregação Beth Simchat Torah, a mais famosa sinagoga de gays, lésbicas e simpatizantes (GLS) nos Estados Unidos, quedei-me a imaginar sobre nosso mundo segmentado e preconceituoso.</p>
<p>Por que há uma sinagoga só para GLS? Ou, então, por que há uma revista direcionada a pessoas que nasceram com a cor negra? Por que existem boates específicas a um público homossexual? São tantas as perguntas sobre este tema espinhoso.</p>
<p>Com certeza, muitos leitores já devem estar maquinando respostas ácidas ao pobre cronista. Mas antes de apertar na tecla “enviar” de seu e-mail, com as soluções para meus pontos de interrogação, leitor amigo, devo dizer que, ao indagar essas segmentações existentes na sociedade, não estou querendo culpar ninguém.</p>
<p>Seja o negro, que não se vê retratado nas publicações de brancos, seja o gay, que não se sente à vontade num barzinho onde a maioria se diz heterossexual.</p>
<p>Quero mesmo é, ao jogar perguntas ao vento sobre o assunto, estimular uma reflexão. Sim, refletimos, pois. Pare para pensar: o preconceito ainda está tão enraizado que muitos não veem problema algum nessas manifestações segmentadas. Para desanuviar melhor, exemplifico com a Parada Gay – evento que reúne muita gente, em diversos lugares do mundo.</p>
<p>Os gays, em si, adoram. Os simpatizantes e pessoas esclarecidas, que já quebraram suas amarras preconceituosas, também amam de paixão. Parabenizo o pessoal da organização e os inúmeros participantes da parada, mas, no auge de minha sinceridade, devo confessar que não gosto muito do evento. É que, mais uma vez, vejo ali uma forma de segregação, feita pelos próprios segregados.</p>
<p>Sabe o que eu queria mesmo? Uma Parada Humana. Queria que gays, negros, brancos, índios, rosas, amarelos, paraguaios, japoneses, italianos e até norte-americanos (por que não?) participassem juntos de uma passeata em busca da paz e pelo fim do preconceito.</p>
<p>Queria ir a uma igreja ou a um templo ou a uma pizzaria ou a uma boate sabendo que ali não há distinção de público. Todos, absolutamente todos, pagando é claro, têm direito de comer um pastel de queijo num mesmo lugar!</p>
<p>Não há dúvidas de que essas manifestações segmentadas são formas que os grupos que sofrem preconceitos têm de se organizarem, unirem forças e não morrerem, cada qual isolado em seu canto, com suas angústias e vontade de gritar.</p>
<p>Por isso, enquanto alguns cabeçudos não conseguirem enxergar todas as pessoas em pé de igualdade, continuarão existindo sinagogas de GLS, revista Raça e Parada Gay.</p>
<p>Mesmo assim, ainda acredito que, um dia, não precisaremos mais disso. Assim como não precisamos mais amarrar o braço das crianças canhotas, obrigando-as a escrever com a mão destra. Os canhotos já não são considerados filhos do diabo. Ufa.</p>
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